Gábata é uma denominação aramaica de um local em Jerusalém, tal lugar que também é designado como o nome grego de “Lithostrotos”. A localidade aparece em um trecho Bíblico de João (19:13), onde o evangelista observa Poncio Pilatos: “Ele trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Lithostrotos, em hebraico Gabatá.”

O termo “Gabatá” se refere à língua aramaica, que foi falada na Judeia. Ela não é uma simples tradução de “Lithostrotos”. Ela vai além disso, designa o pavimento esmaltado ou de mosaico que localizava-se no tribunal, mas também se estendeu para a frente da sala de julgamento de Pilatos, onde os respectivos pavimentos foram colocados.

A prova disso é que tal costume de nomenclaturas é demonstrado por João, que em outros lugares deu nomes sírios para os sítios específicos, que não são meras traduções do grego. Isto também é comprovado pelo fato de “Gábata” ser derivado de uma raiz com significância de “para trás” ou “elevador”, que não refere-se ao tipo de pavimento, mas para a “elevação” do lugar em questão.

Parece que os dois nomes “Lithostrotos” e “Gabatá” surgiram devido a diferentes características do lugar onde Pilatos condenou à morte do Senhor Jesus. O nome em aramaico foi derivado das configurações do sítio, a natureza e pavimento grego.

Alguns pesquisadores têm exercido esforços para identificar “Gabatá”, conforme o exterior do pátio do Templo, que é conhecido como um local pavimentado, ou o ponto de encontro do Grande Sinédrio, que estava metade dentro e metade fora dessa parte exterior do Templo, porém, infelizmente, estes esforços não podem ser considerados bem sucedidos.

O único que pode ser concluído com certeza das palavras de São João é que”Gábata” denota o lugar usual de Jerusalém, onde Pilato tinha seu tribunal, onde fez com que Jesus fosse traído, além de ser onde realizou sua audiência e na presença da multidão judaica, sua formal e final sentença de condenação.

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Foto: The Judgment on the Gabbatha by James Tissot, c. 1890

Os altares de sacrifícios conforme são citados na Bíblia sempre foram um grande mistério para todos. Mas finalmente as proposições a respeito desses locais estão sendo mostrados a partir de buscas arqueológicas em Israel. Sabe-se que o principal dos altares de sacrifício mencionados na Bíblia, não será possível identificar como era constituído, pois no ano 70, com a tomada dos romanos nos arredores do Monte do Templo e o exílio dos judeus de todas as regiões em torno de Jerusalém, o templo e seus artefatos foram devastados, roubados e reduzidos ao pó.

Após uma longa jornada de buscas na região  do Monte Ebal, o professor Adam Zertal acompanhado de alguns alunos, descobriram o Altar de Josué. Tal estrutura foi construída em duas etapas, uma no período do próprio Profeta Moisés, e a segunda construção, que seriam uma espécie de melhoramento do altar anterior e sua reutilização no período dos juízes. As extremidades do altar deveriam apontar para quatro cantos dos céus, ou seja, as direções de Nordeste, Noroeste, Sudeste e Sudoeste. Além das direções, para a construção do altar de sacrifício tinham outras obrigatoriedades, entre elas o altar não poderia ter degraus, pois eles obrigariam o sacerdote a subir nele pisando sobre Ele, o que seria considerado uma heresia.

Ainda no sítio arqueológico onde fica o Altar de Josué foram localizados diversos de restos mortais de animais. Isso era uma tradição típica e apropriada para o sacrifício como oferenda ao Senhor, da mesma maneira conforme está citado nas escrituras. Além disso, foram encontrados dois compartimentos que provavelmente eram utilizados para a separação de animais, além de cerâmica, material abundante do período bíblico.

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Foto de: Set Apart People

Várias escavações encontraram tesouros importantes para a desconstrução de mitos e garantia de fatos reais. Entre essas buscas arqueológicas foram encontrados um jarro com brincos de prata e lingotes, ele foi localizado na antiga cidade de Abel Beth Maaca ou Abel Beit Maacah, em Israel. Ao norte do sítio foi encontrada uma estrutura gigantesca, que no passado pode ter sido uma torre, tais descobertas podem ser de datas de aproximadamente 3.200 anos atrás.

De acordo com os estudiosos o tesouro não foi localizado antes pois os povos que esconderam tai artefatos lá precisaram evacuar o local com rapidez, ainda sugerem que eles voltariam para recuperar os itens, porém não conseguiram. Imagina-se tal história porque a área estava coberta por detritos e terra que surgiram ao longo dos séculos, ninguém sabia que o tesouro estava lá, se não tais materiais já teriam sido localizados.

O local, atualmente é chamado de Tell Abil el-Qameh. Porém, foi identificado pela primeira vez como sendo Abel Beit Maacah, isso no século XIX, tomando com base sua localização e narrativas históricas. Quando o tesouro foi descoberto, foi reunido no que parecia ser uma grande bola de sujeira, somente após o estudioso Mimi Lavi, da Universidade Hebraica de Jerusalém ter limpado e renovado a prata antiga, conseguiu-se visualizar que consistiam em cinco brincos com argolas.

No sítio também foram encontrados um objeto de prata, de forma enigmática, bem como muitos pedaços de prata que teriam sido utilizados para transações monetárias. No período em que o tesouro foi abandonado, moedas mais elaboradas ainda não tinham sido inventadas e as moedas de prata teria sido usadas para o comércio. Os brincos localizados poderiam ter sido usados por homens, bem como as mulheres naqueles tempos para se embelezarem e demonstrarem poder.

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O Monte Nebo ou Monte Abarim  é uma montanha situada na Jordânia com cerca de 817 m de altitude. Ele é apresentado no livro de Deuteronômios, sua localização é citada como sendo no ponto mais alto da montanha Syagha. No local foram encontradas ruínas de uma igreja e do mosteiro em 1933, tal igreja teria sido edificada na segunda metade do século IV d.C., para demarcar o lugar da morte de Moisés. A estrutura da igreja segue um padrão típico de uma basílica. No século V d.C. foi ampliada, e mais tarde no ano de 597 d.C., foi reconstruída. A igreja foi citada pela primeira vez em um relato de uma peregrinação feita por uma mulher chamada Aetheria em 394 d.C.. No local foram encontradas seis tumbas escavadas em rocha sólida, sob o piso de mosaico coberto da igreja.

Nas modernas estruturas do presbitério, que existe hoje uma capela que foi construída para proteger o local e proporcionar aos visitantes um bom espaço para realização de culto, nela podem ser visualizados vestígios de pisos e mosaicos de diferentes períodos da história. O mais antigo deles é um painel com uma cruz trançada, atualmente colocado numa extremidade de suas paredes.

Conforme cita o último capítulo do Livro de Deuteronômio, Moisés elevou-se ao Monte Nebo para ver a Terra de Israel, a Terra da Promessa. Posteriormente, subiu das planícies de Moabe em direção ao Monte Nebo, ao cume de Pisga, que está em frente a Jericó. De acordo com a tradição judaica e cristã, acredita-se que Moisés foi enterrado na montanha, embora seu local de sepultamento não seja especificado. Algumas tradições islâmicas também afirmam a mesma máxima, embora haja uma sepultura de Moisés localizada na Maqam El- Nabi Musa, que fica a cerca de 11 km ao Sul de Jericó.

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Foto: Berthold WernerObra do próprio.

A Porta Dourada é a mais conhecida e mais misteriosa de todas as portas da Cidade Velha de Jerusalém. Ela fica situada debaixo do portão contemporâneo, onde também se encontram os portões originais que remontam mais de 2 mil anos de história, há quem explique que trata-se de um dos remanescestes das construções do Rei Salomão.

A Porta Dourada tem um significado especial principalmente no dia de Yom Kippur, o dia do perdão judaico. Segundo a tradição, no Yom Kippur um mensageiro ou um sacerdote, comungava ali o cordeiro. Ainda na tradicional história, é considerado que se a porta fosse aberta, ela levaria diretamente para a esplanada do Templo em Jerusalém. Do lado de fora da porta, poderia ser contemplado o Vale do Cedron e o Monte das Oliveiras, logo adiante.

Em outras narrativas, o portão também era conhecido como o Portão de Shushan, por conta de sua localização à leste, rumo à cidade persa de Susã, capital do império persa. A cerimônia de purificação, chamada Novilha Vermelha, envolvia a entrada com sacrifício por meio do portão oriental para o Monte das Oliveiras.

Indo ao inverso da maioria dos outros portões de Jerusalém, a Porta Dourada foi edificada pelo menos um milênio antes de Suleiman, o Magnífico, ter reconstruído os muros de Jerusalém em 1540. Segundo alguns arqueólogos, a porta original, que remonta a construção de Herodes ou até mesmo do período de Neemias em 440 a.C., ainda exista sob o portão atual.

Pensa-se que por causa do esplendoro significado religioso do portão para judeus e cristãos, como a rota para Jerusalém do Messias, acredita-se que Suleiman fechou o portão e permitiu a edificação para o levantamento de um cemitério muçulmano em frente ao portão, pois isso impediria a entrada dele por um lugar de maldição.

 

 

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Horvat Ethri é um vilarejo que fica situado nas proximidades do vilarejo de Bethar, ao Sul de Jerusalém. A aldeia de Ethri em tempos de revolta, foi destruída e queimada. Sabe-se que antes disso acontecer a vila era constituída de casas modestas e estruturas simples, sem muito conforto. Um pátio central era rodeado por fileiras de quartos edificados com pedras rústicas, somente as pedras de bico, cantos e molduras de portas e janelas eram mais refinadas. A beleza arquitetônica se ausentava das casas, nem mesmo as paredes eram pintadas, muitos eram cobertos com barro. Os pisos foram feitos de terra batida e com pequenas pedras de calcário para cobri-lo. Alguns tinham instalações subterrâneas escavadas na rocha calcária, que em cada casa era acessível por meio de escadas, seguido por um túnel. Alguns desses túneis eram mais elaborados e bem extensos, com repartições ligadas por quartos.

Os procedimentos fúnebres dos moradores denotam que eles eram judeus, assim como era conhecido, os Jerusalemitas no período de pouco antes da Primeira Revolta Judaica e os habitantes de Ethri eram enterrados em túmulos especiais furados na rocha. Os túmulos ficavam situados nas encostas fora do vilarejo. As pequenas cavernas tinham aberturas quadradas. No interior, há uma câmara maior onde o corpo era colocado na lateral e a parte central como uma pequena praça. Nas laterais e no fundo existem pequenas plataformas de sepultamento na altura da cintura. Às vezes os nichos perpendiculares eram lavrados contra a parede, e cada um foi sepultado. Novamente, como em Jerusalém, depois de um ano ou quando a carne tinha descolados do corpo, os ossos eram colocados em ossários.

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O sítio de Ashdod-Yam foi sempre ligado à cidade de Ashdod (uma das cinco principais cidades filistéias durante a Idade do Ferro). Já durante a Idade do Bronze Final provavelmente havia um pequeno porto de comércio em Ashdod-Yam, que serviu a cidade capital, enquanto seu principal porto de comércio foi localizado em Tel Mor, cerca de 7 km ao noroeste de Tel Ashdod, na margem norte do riocho de Laquis. Significado de Tel Mor foi diminuída durante a Idade do Ferro e Ashdod-Yam tornou-se o povoado costeiro principal conectado diretamente à cidade do interior de Ashdod.

Em tempos bizantinos, a cidade costeira de Azotos Paralios tornou-se ainda mais importante do que sua antiga capital, Azotos Mesogeios (conhecido também como Azotos Hippenos).

O setor da Idade do Ferro de Asdod-Yam onde estão planejando realizar escavações, foi escavada em intervalos de novembro 1965 até março 1968, sob a direção de J. Kaplan, em nome do Museu de Antiguidades de Tel Aviv-Jaffa. Esta escavação, no entanto, foi bastante limitada, com o principal objetivo de explorar as fortificações da Idade do Ferro do site.

Dez seções transversais foram cortadas ao longo das bordas da talude e os segmentos da muralha da cidade, com o objetivo de explorar as fortificações. Os elementos de fortificação expostos consistiam cerca de 3-4.5 m de espessura da parede de tijolo da cidade, que também serviam como um núcleo para um grande dique de barro colocado em ambos os lados. As extremidades ocidentais da muralha foram destruídas pela erosão; se elas forem reconstituídas de acordo com a orientação da peça existente, a muralha teria fechado um espaço de cerca de 15 hectares.

A parte existente deste recinto em forma de ferradura fortificado pode ser estimado como sendo cerca de 150 × 450 m, que dá em torno de 67500 m2. Foram encontradas ceramicas desde a Idade do Ferro durante o levantamento ao longo de todo o site, e também além das muralhas, o recinto fortificado poderia ter sido parte de um local muito maior, o que pode estar enterrado sob a acumulação dos períodos mais tardios clássicos.

Pequenas quantidades de cacos de cerâmica e vasos (principalmente produzidos localmente e de origem fenícia) foram recuperadas por Kaplan da terraplenagem e dentro do seu perímetro, o que permitiu a associação do composto com os séculos VII e VIII AC.

O site é, portanto, razoavelmente identificada com AshdodYam, mencionado como uma das três cidades (juntamente com Ashdod e Gate) conquistados por Sargão II após a revolta de Yamani em Ashdod. Devido ao fato de existir documentação histórica, o curso dos acontecimentos é bem conhecido (ver, por exemplo, Tadmor de 1958; Rollinger 2001):

Havia algum sentimento anti-assírio na cidade de Ashdod, o que fez com que seu rei Azuri parasse de pagar o tributo. Em 713 AC, Sargão II tentou resolver o problema, escolhendo o irmão mais novo de Azuri como um novo, rei leal. No entanto, Ahimiti foi derrubado pelo Yamani. Apesar de um filho de ninguém, um plebeu, Yamani tomou o poder, aparentemente com a ajuda dos habitantes da cidade.

Tendo ouvido isso, Sargão prontamente montou uma força modesta, mas confiável e em 712 AC marcharam contra ela. Yamani e seu comandante chefe (Turtanu) fugiram para o Egito sem uma luta. No entanto, mais tarde, os egípcios entregaram-no ao rei assírio. Ele foi enviado para a Assíria em grilhões e detalhes de seu destino ainda é desconhecido.

Em seu caminho para Ashdod, o exército Assírio conquistou cidades dependentes de Ashdod (incluindo Ashdod-Yam). A fim de evitar novas rebeliões, Sargon reorganizou o território de Ashdod, conduzindo deportações, e lá estabeleceram um grande número de outras populações. Mais ainda, ela se tornou o centro de uma província assíria recém-criada. Senaqueribe, seu herdeiro, adotou uma política diferente, alguns anos depois, colocou a ex-casa real de Ashdod sobre o reino, lado a lado com o governador assírio.

De acordo com Kaplan (1969), foram feitas construções das enormes fortificações na Idade do Ferro em Ashdod-Yam e provavelmente pertenciam aos preparativos da Yamani para a rebelião contra a Assíria. Outros estudiosos, no entanto, têm sugerido diferentes cenários. Assim, segundo Finkelstein e Avitz (2001), qualquer atividade significativa em Tel Ashdod cessou imediatamente alguns anos após a conquista da cidade em 712 AC por Sargão.

De acordo com a sua reconstrução, Sargon moveu a população remanescente para o então pequeno povoado costeiro de Ashdod-Yam, juntamente com os deportados de partes do nordeste do império. A cidade recém-criada em Ashdod-Yam foi decorada com uma enorme fortificação de tijolos.

Ashdod, no entanto, é mencionado como uma grande potência nos séculos VI e VII AC. em diversos registros históricos. Exceto por uma menção nas profecias bíblicas no final da monarquia (Jer. 25:20; Sof 2:.. 4; Zacarias 9: 6.). Mitinti, Rei de Ashdod aparece nos anais de Senaqueribe como um leal vassalo da Assíria, a quem os territórios da Judéia foram transferidos após a campanha de 701 AC;

Ahimilki rei de Ashdod é mencionado como homenagem da Assíria nos dias de Esarhaddon e Assurbanipal; um governador de Ashdod do ano 669 AC; e Heródoto narra como Psammetichus I levou 29 anos para para concluir suas construções. Da mesma forma, Ashdod ainda possuía um rei em 598 AC, como está descrito no registro de Nabucodonosor II que está no museu de Estambul na Turquia.

Finkelstein e Avitz sugeriram portanto, que após a destruição assíria de Ashdod, em 712 AC, Ashdod-Yam tomou o seu lugar como a capital do reino; que estas menções de Ashdod nas fontes históricas do séculos VI e VII AC referem de fato a Ashdod-Yam.

Seguindo essa reconstrução, Na’aman (2001) ofereceu uma visão um pouco diferente dos acontecimentos. Segundo ele, Sargon fundou o porto de Ashdod-Yam imediatamente após ele ter esmagado a rebelião anti-assíria que eclodiu após a morte de Salmanasar V em 720 AC. Antes da intervenção da Assíria, Ashdod-Yam foi um pequeno porto de comércio que serviu a cidade capital. Operações de construção de Sargão neste local ameaçaram bloquear o acesso de Ashdod para o mar, privando-os de receitas do comércio marítimo.

Na’aman sugere que a revolta em Ashdod deve ser visto como um evento local e como um resultado direto deste projeto de construção. Neste cenário, os rebeldes foram provavelmente apreendidos e a foi feita a fortificação assíria recém-criada em Ashdod-Yam. Sargon aproveitou a revolta, destruíndo Ashdod, iniciou a construção em Ashdod-Yam e com sua conclusão, fez dela a capital da província recém-criada. A cidade de Ashdod permaneceu desolada – embora não inteiramente deserta e Ashdod-Yam tomou o seu lugar como a capital regional.

Estas reconstruções que já foram criticadas por uma série de estudiosos, que não aceitam a existência de uma lacuna cronológica em Ashdod durante o século 7 AC (por exemplo, Ben-Shlomo 2003; Shavit 2008). Mesmo antesda sugestão de Finkelstein e Avitz em relação a uma lacuna cronológica em Ashdod, Fantalkin argumentou que há de fato uma diferença cronológica em Ashdod, mas apenas durante o último terço do século VII AC; isto é, durante o período de dominação egípcia na área, que começa imediatamente após a retirada do Lavante Assírio Austral (Fantalkin 2001). Esta alegação foi baseada em motivos arqueológicos e também leva em conta as informações de Heródoto sobre conquista de Ashdod do Psammetichus como confiável (embora o comprimento do cerco 29 anos é certamente uma informação artificial).

Há alguns anos, Kogan-Zahavi e Nahshoni da Autoridade de Antiguidades de Israel, escavaram os restos do que parece ser o palácio administrativo do representante assírio. O edifício está localizado nas imediações de Tel Ashdod, e sua existência implica que a cidade de Ashdod continuou a ser a capital da província durante a maior parte do século VII AC. A transferência da capital para Ashdod-Yam (se isso aconteceu), poderia ter ocorrido somente após destruição Psammetichus ‘de Ashdod, na segunda metade do século VII AC.

Dizendo isso, no entanto, deve-se, provavelmente levando-se em consideração Finkelstein, Avitz e Na’aman e a identificação de um Emporion assírio no local de Ashdod-Yam.

O interesse assírio na zona costeira é conhecido por ter se originado a partir de seu desejo obter aumento de receitas do comércio internacional entre Fenícia, Filístia e Egito. Como resultado disso, por um lado, os fenícios e a estabilidade da paz Assiria e acesso exclusivo as rotas comerciais e os centros mercantis, mas, por outro lado, os funcionários administrativos assírios acompanhavam de perto o comércio. Contrariamente a estes cenários, no entanto, a compreensão da história arqueológica do local é bastante modesta desde que o site permanece praticamente não escavados.

É tempo para realizar uma escavação arqueológica em grande escala no complexo da Idade do Ferro de Ashdod-Yam. Tal esforço terá o potencial de fazer uma contribuição significativa para a arqueologia do antigo Mediterrâneo e esclarecer um pouco mais o cenário bíblico no período persa na Terra de Israel.

 

 

Já ouviu falar na Caverna de Zedequias em Jerusalém? Ainda não? Acompanhe o artigo de hoje… Vamos falar sobre esse lugar maravilhoso.

 A caverna é um dos locais mais incríveis na Terra Santa, sendo considerada a maior caverna artificial descoberta até então em Israel. O nome da caverna surgiu devido a tradição de que o Rei Zedequias, o último dos Reis de Judá, teria se escondido nela por dois ou três dias antes de tentar fugir rumo a Jericó, quando foi preso e seus filhos foram mortos diante dele, e seus olhos foram removidos de sua face.

Esta caverna que tem cerca de 9 mil m² de área, possuindo 100m de largura e 300m de comprimento forma o maior complexo de alas subterrâneas conhecido em Jerusalém. Esta caverna que têm nove mil metros quadrados em sua área conhecida, têm cerca de cem metros de largura e trezentos metros de comprimento forma o maior complexo de salas subterrâneas conhecido em Jerusalém. Há quem acredite que a caverna na realidade é ainda maior e chega até debaixo do Monte do Templo.

Baseado em uma das crenças judaicas antigas, a extensão da caverna é maior do que se pode imaginar, ela levaria o Rei Zedequias até bem próximo da Cidade de Jericó, e quando ele saiu na extremidade do complexo na região do vale do Jordão é que ele teria sido apanhado pelos caudeus. Dentro da caverna existem também uma fonte que é chamada de fonte das lágrimas do Rei Zedequias, a agua ali brota das infiltrações de água pluvia através da rocha calcária, mas a autoridade de arqueológia desaconselha o público a bebê-la.

Alguns pesquisadores que investigaram o local, consideram que a maioria das rochas retiradas ali na realidade foram utilizadas para a construção do Templo de Herodes, isto devido aos detalhes dos recortes das rochas emolduradas, característica típica da obra impressionante de Herodes o Grande. Mas não há como negar o uso das rochas da caverna no Primeiro Templo, pois a falta de marcas de retiradas do período de Salomão não quer dizer que Herodes não poderia ter retirado da mesma região que o primeiro construtor o fez.

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É uma cidade localizada na fronteira do território de Issacar. Hoje em dia, Jezreel é identificada com Zerʽin, situada a cerca de 11 km de Jenin (En-gannim). Também fica nas proximidades de uma serra de morros calcários, chamado de com o monte Gilboa. Na Bíblica, Jezreel foi local para a moradia real, onde ficou o Rei Acabe, de Israel, e seu sucessor, Jeorão, mesmo que a Samaria fosse a verdadeira capital do reino. No vinhedo de Nabote, perto do palácio, o profeta Elias proferiu o julgamento de Jeová contra a casa de Acabe, a profecia se realizou. Jeú matou o filho de Acabe, o Rei Jeorão, e depois mandou que o cadáver dele fosse jogado no trecho do campo de Nabote. Jezabel, esposa de Acabe, virou alimento para os cães de Jezreel, quando foi lançada por uma janela às ordens de Jeú. As cabeças de 70 filhos de Acabe, mortos por seus responsáveis legais na Samaria. Seus restos mortais foram empilhados junto ao portão de Jezreel. Não escapou nenhum dos homens de destaque, dos conhecidos e dos sacerdotes de Acabe em Jezreel.

Atualmente, Tel Jezreel são apenas ruínas dessa antiga cidade bíblica de Jezreel no vale que recebeu o mesmo nome por causa desta importante cidade durante o período dos Reis de Israel. A Cidade de Jezreel está localizada exatamente no meio entre os vales de Jezreel mais acima e ao ocidente a caminho do Vale de Zebulon junto ao Mediterrâneo e o Vale das Fontes mais abaixo e ao oriente a caminho do Vale do Jordão.

Sua importante localização controla a rota entre o vale e a Via Maris que fazia a conexão entre os grande impérios, ao sul o Império do Egito Antigo e ao oriente o Império da Assíria, talvez por causa desta localização extremamente importante os filisteus resolveram atacar os israelitas afim de cortar sua dominação e expandir sua rota livre desde as cidades do litoral ao sul até a importante Beit Shean ao oriente.

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Jericó é uma das cidades bíblicas mais antigas. Não fica localizada muito distante do rio Jordão, também fica nas proximidades da parte inferior das colinas que conduzem as Montanhas da Judeia e ainda há cerca de 27 km de Jerusalém.

Na Bíblica, foi uma importante cidade no vale do Jordão. Jericó é citada no Antigo Testamento como a “Cidade das Palmeiras”, que são muitos espalhados pelos campos ao redor de seu território ainda nos dias de hoje. Por sua beleza e localização privilegiada esse ainda é um dos locais mais atrativos para a moradia há milhares de anos.

Jericó é famosa na tradição judaico-cristã como o local onde os israelitas conquistaram pela primeira vez ao retornarem da escravidão no Egito, liderados por Josué, o sucessor de Moisés. A primeira vila foi construída próxima ao Ein as-Sultan, que é um riacho, entre 8000 e 7000 a.C.. Durante essa habitação foram construídos um certo número de muros, um santuário e uma torre de sete metros de altura com uma escadaria interna.

Depois de alguns séculos, o local foi abandonado e foi construído um segundo vilarejo, datado em 6800 a.C.. Causado pela invasão de um povo que absorveu os habitantes originais para sua cultura dominante. Artigos datados desse período incluem dez crânios, engessados e pintados como para reconstituir as feitos individuais. Isso representa o primeiro exemplo de retrato na Arte Histórica, estes crânios foram preservados em casas populares enquanto os corpos ficaram apodrecendo. Este foi seguido por uma sucessão de assentamentos de 4500 A.C.adiante, o maior destes foi construído em 2600 a.C.

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