Durante séculos procurou-se e especulou-se sobre a localização de um forte grego em Jerusalém. Muitos já consideravam este um dos “maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém”. É que os gregos estiveram na cidade e aí construíram uma fortaleza chamada Acra. Todas as provas históricas apontavam para isso, mas não se sabia onde.

Agora uma equipa de arqueólogos, que escavava um parque de estacionamento há 10 anos, descobriu aquilo que parecem ser as ruínas da fortaleza grega com mais de dois mil anos. Quem o afirma é a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Esta “descoberta é sensacional”, garantem os diretores da escavação Doron Ben-Ami, Yana Tchekhanovets e Salome Cohen, citados pela CNN. Sensacional não apenas pela antiguidade de Acra, mas também pelo que significou na Antiguidade.

Acra remete para os tempos de Antiochus IV Epiphanes ou Antíoco Epífanes, um dos líderes dos despojos do império deixado por Alexandre o Grande. No ano 167 a.C, Antiochus IV conquistou o coração e o centro do judaísmo, Jerusalém e durante o seu período de governação quaisquer manifestações religiosas judaicas foram estritamente proibidas. Era a tentativa de helenização do povo judaico, uma política que levou a que as tensões na cidade aumentassem drasticamente, o que obrigou Antiochus IV a construir a Acra para manter o controlo dos acessos ao Templo de Jerusalém, localizado no topo do Monte do Templo, com um tamanho, calcula-se, de 250 metros por 50.

Mas o domínio grego estava prestes a cair. Judas Macabeu liderou uma revolta que os dirigentes helénicos desvalorizaram. Em I Macabeus 1:33-35 já se relatava que:

“Cercaram a Cidade de David com uma grande e sólida muralha, com possantes torres, tornando-se assim ela sua fortaleza. Instalaram ali uma guarnição brutal de gente sem leis, fortificaram-se aí; e ajuntaram armas e provisões. Reunindo todos os espólios do saque de Jerusalém, ali os acumularam. Constituíram desse modo uma grande ameaça”.

Este foi o mote dado para aquela que ficou conhecida como a revolta dos Macabeus que, em 164 a.C, conseguem recuperar o controlo da cidade israelita e, mais importante, do sagrado templo. Mas a fortaleza resistiu. Não se conhece a data exata até onde Acra resistiu, mas há relatos que foi Simão que a destruiu depois de expulsar todos os seus defensores.

No entanto, no Primeiro Livro dos Macabeus, do Antigo Testamento, conta-se que Simão “fortificou a montanha do templo do lado da cidadela e habitou ali com os seus”. Ou seja, segundo este relato Simão terá mesmo vivido no forte em vez de o destruir. Por isso, a teoria mais aceite é que a fortaleza tenha caído em desuso e fosse finalmente demolida no final do século II a.C.

Esta nova descoberta pode dar respostas a todas estas perguntas e mistérios. Como explicou Doron Ben-Ami, à Fox News, durante “dezenas de anos estudiosos, arqueólogos e historiadores andaram à procura da localização da Acra e muitas, muitas localizações diferentes foram sugeridas.” A localização de Acra sempre foi “uma questão em aberto na arqueologia de Jerusalém.”

Foram também encontradas pontas de setas em bronze com o símbolo do reino de Antiochus IV estampado, oferecendo uma pista sobre as batalhas que ocorreram naquela zona.

(CLARA AMI/ISRAEL ANTIQUITIES AUTHORITY)

Ben-Ami refere ainda que esta “descoberta vai-nos permitir, pela primeira vez, reconstruir o aspeto da fortificação da cidade, em vésperas da revolta dos Macabeus.”

As escavações ainda não acabaram, esperando-se que seja possível encontrar ainda mais provas e registos sobre o período helénico em Jerusalém.

Fonte: Observador

Arqueólogos encontram vestígios, mas documentos foram saqueados

RIO — Um grupo de arqueólogos descobriu uma caverna que abrigou Manuscritos do Mar Morto, a primeira a ser identificada em mais de 60 anos. Os pesquisadores, da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade Liberty, nos EUA, dizem ter evidências suficientes para assegurar que no passado pergaminhos foram armazenados na gruta, apesar de nenhum documento ter sido encontrado.

— Embora não tenhamos encontrado nenhum rolo, apenas um pedaço de pergaminho enrolado em um jarro que estava sendo preparado para a escrita, as descobertas indicam, sem qualquer dúvida, que a caverna continha pergaminhos que foram roubados — disse Oren Gutfeld, da Universidade Hebraica de Jerusalém, ao jornal local “Haaretz”.

De acordo com o pesquisador, foram encontrados “potes onde os manuscritos eram escondidos, uma tira de couro para amarrar os pergaminhos e um pano para enrolar os pergaminhos”, entre outros artefatos. A suspeita é que os valiosos manuscritos tenham sido pilhados por beduínos na metade do século passado, já que duas cabeças de picaretas de ferro da década de 1950 foram deixadas dentro do túnel.

Um pergaminho foi encontrado, mas não tinha nada escrito – Casey L. Olson e Oren Gutfeld

A caverna fica num penhasco no árido deserto de Qumran, perto da costa noroeste do Mar Morto. Se as descobertas foram confirmadas, ela será a 12ª Caverna dos Manuscritos do Mar Morto, sendo que a última foi localizada em 1956. A caverna de número 8 também não continha pergaminhos, apenas indícios.

Além dos vestígios relacionados aos pergaminhos, os arqueólogos encontraram um selo feito de uma pedra semipreciosa, uma evidência de que a caverna foi habitada na antiguidade. O deserto israelense é um ambiente inóspito, mas foi esporadicamente habitado ao longo da história. Os exploradores também encontraram lâminas e pontas de flecha.

O primeiro Manuscrito do Mar Morto foi descoberto por acaso por beduínos em 1947. Desde então, as cavernas do deserto de Qumran atraem a atenção de arqueólogos e exploradores.

Fuente: O GLOBO

Ela esclarece e complica um pouco mais: a descoberta da cabeça de um rei desconhecido envolve a misteriosa cidade Abel-Bete-Maacá, disputas geopolíticas e até a rainha Jezebel

As ruínas da cidade de Abel Beth Maaca (Abel-Bete-Maacá), no norte de Israel, escondem mais mistérios do que supõe a vã filosofia de Shakespeare. Citada na Bíblia algumas inconclusivas vezes, ela ficava na fronteira entre três grandes reinos antigos, e é um dos lugares mais misteriosos do Antigo Testamento. Arqueólogos israelenses e norte-americanos estão há cinco anos investigando as ruínas, e a mais recente descoberta está dando o que falar: trouxe avanços, mas também vários novos enigmas.

A novidade é um busto pequenininho, de cinco centímetros, que foi encontrado no topo de um prédio administrativo da antiga cidade. A cabeça mostra um homem de barba, com cabelos negros puxados para trás em grossas tranças que cobrem as orelhas. Tudo está perfeitamente alinhado com o que parece ser um diadema de ouro. A estátua é cheia de detalhes. De acordo com um comunicado oficial da Azuza Pacific University, responsável pela descoberta, os olhos e pupilas amendoados são forrados de preto e os lábios franzidos dão uma aparência meio séria, meio pensativa ao homem — não está bravo, mas também não está feliz.

A estátua é feita de faiança, material semelhante ao vidro que era popular em jóias e pequenas figuras humanas no antigo Egito e no Oriente. Pelo local onde foi encontrado e pelo cuidado com que foi retratado, certamente é a figura de um nobre, provavelmente um rei. Marcações com carbono 14 apontam que a imagem foi esculpida em algum momento do século 9 a.C. Os arqueólogos não perderam tempo, e o busto já está exposto no Museu de Israel, rotulado apenas como “cabeça de uma estátua representando um rei”.

Ok, mas o que essa cabecinha significa e como ela cria ainda mais enigmas sobre a Bíblia? E a pergunta mais óbvia: quem era esse rei?

Para tentar esclarecer isso, comecemos pela cidade de Abel-Bete-Maacá. Situada entre o reino de Aram-Damasco, a leste; a cidade fenícia de Tiro, a oeste; e o reino de Israel, com capital em Samaria, ao sul; ela é tida como uma “encruzilhada fortificada” — por conta de seus grandes muros. Talvez abrigasse um famoso oráculo (não tão brilhante quanto o Senhor de Todas as Respostas, claro). Pouco se registrou sobre o lugar, e a passagem bíblica mais famosa faz referência e uma “mulher sábia” e a um fugitivo do Rei Davi. Segundo o livro de Samuel, um bandido procurado fugiu para Abel-Bete-Maacá. Davi, soberano de Israel, e suas tropas queriam colocar os muros da cidade abaixo para invadir. Foi quando uma mulher misteriosa interferiu e argumentou: “Por que você quer engolir a herança do Senhor?”. Os soldados disseram que só queriam o X9. Ela ordenou que cortassem-lhe a cabeça e jogassem por cima do muro. Assim feito, as tropas de Davi deixaram a cidade em paz.

Mas, se a datação estiver certa, nosso reizinho só apareceu no lugar um século depois do episódio. Nesse período, o reino de Israel tinha se dividido em dois, e a cidade de Abel-Bete-Maacá estava no meio de uma complicada disputa de poder geopolítico entre seus vizinhos. O rei misterioso talvez fosse alguém bem importante perante isso tudo. Ainda mais porque na Idade do Ferro, época em que o busto foi esculpido, pouquíssima arte figurativa foi produzida. O pouco que existe é de baixíssima qualidade, e nosso rei é de um primor não antes visto pelos pesquisadores. Os cientistas acreditam que Abel-Bete-Maacá teve diversos líderes ao longo do século 9, e esse pode ser um deles.

Fuente: Ingrid Luisa
En: Superinteressante

O Túnel de Ezequias é um túnel que foi escavado na rocha sólida na cidade de Jerusalém por volta de 701 a.e.c. durante o reinado de Ezequias. Foi provavelmente um alargamento de uma caverna pré-existente e é mencionado na Bíblia. É descrito por peritos como uma das grandes proezas de engenharia da antiguidade.

O túnel, que conduzia a Fonte de Gichon até a piscina de Siloé, foi projetado para agir como um Aqueduto para abastecer de água a Jerusalém durante um sítio organizado pelos assírios, conduzidos pelo Rei Senaquerib.

O túnel é um longo corte que estende-se por 533 metros dentro da proteção das muralhas da cidade.

De acordo com a Inscrição de Siloé encontrada dentro dele, o túnel foi escavado por duas equipes, cada uma começando por cada extremidade do túnel e encontrando-se então no meio.

Os construtores alargaram canais naturais que atravessavam a rocha onde havia rachaduras ou onde havia diferentes camadas juntas. Com o tempo, esses canais se alargaram bastante, o que explica o motivo da altura do túnel variar em até 5 metros, e como os trabalhadores, usando lâmpadas a óleo, podiam respirar. sua habilidade pode ser observada, no êxito da escavação com um declive suave de apenas 31,5 centímetros em todo o túnel.

Na passagem da inscrição lê-se:
“E esta foi a maneira em que foi perfurado: — Enquanto [. . .] ainda (havia) [. . .] machado(s), cada homem em direção ao seu companheiro, e quando ainda faltavam três côvados para serem perfurados, [ouviu-se] a voz dum homem chamando seu companheiro, pois havia uma sobreposição na rocha à direita [e à esquerda]. E quando o túnel foi aberto, os cavouqueiros cortaram (a rocha), cada homem em direção ao seu companheiro, machado contra machado; e a água fluiu da fonte em direção ao reservatório por 1.200 côvados, e a altura da rocha acima da(s) cabeça(s) dos cavouqueiros era de 100 côvados”.

Esta inscrição registra a construção do túnel; de acordo com o texto, o trabalho começou em ambas as extremidades simultaneamente e prosseguiu até que os construtores se encontraram no meio.

Na historiografia bíblicao Megido é o lugar do último confronto entreJesus e as forças do Anticristo, essa é basicamente a sua importância para o findar dos tempos, sua composição geológica consiste em uma colina nas dependências de Israel, alguns estudiosos afirmam que a colina foi a fundação da igreja primitiva.

Nos dias de hoje, o sitio arqueológico do Megido é um dos carros chefes da arqueologia israelense, representa todos os períodos da história antiga de Israel. Compreender por que os exércitos do mundo se reunirão aqui exige que entendamos a história do Megido e sua importância no mundo antigo.

Vamos apresentar algumas referências bíblicas sobre o Megido e suas passagens mais importantes:

Josué 17:11

Em Issacar e em Aser, Manassés teve Beth-shean e suas cidades, Ibleam e suas cidades, e os habitantes de Dor e suas cidades, e os habitantes de En-dor e suas cidades, e os habitantes de Taanach e suas cidades, e os habitantes de Megido e suas cidades, o terceiro é Napetro.

Juízes 1: 27-28

Mas Manassés não tomou posse de Beth-shean e suas aldeias, Taanach e suas aldeias, ou os habitantes de Dor e suas aldeias, ou os habitantes de Ibleam e suas aldeias, ou os habitantes de Megiddo e suas aldeias; então os cananeus persistiram em viver naquela terra. Ocorreu quando Israel se tornou forte, que colocaram os cananeus no trabalho forçado, mas eles não os expulsaram completamente.

 

 

Juízes 5: 19-21

“Os reis vieram e lutaram; então, lutaram contra os reis de Canaã, em Taanach, perto das águas de Megido, e não levaram pilhagem em prata.” As estrelas lutaram contra o céu, de seus cursos lutaram contra Sísera. “A torrente de Kishon varreu-os, a antiga torrente, a torrente Kishon. Ó minha alma, marchar com força.

1 Reis 9: 15-19

Agora, este é o relato do trabalho forçado que o rei Salomão impôs para construir a casa do Senhor, a sua própria casa, o Milo, o muro de Jerusalém, Hazor, Megido e Gezer. Para o faraó, o rei do Egito subiu e capturou Gezer e queimou-o com fogo, e matou os cananeus que moravam na cidade, e tinha dado como dote a sua filha, a esposa de Salomão. Então, Salomão reconstruiu Gezer e o inferior Beth-Horon.

2 Reis 23: 29-30

Em seus dias, o faraó Neco, rei do Egito, subiu ao rei da Assíria ao rio Eufrates. O rei Josias foi ao encontro dele, e quando o faraó Neco o viu, ele o matou em Megido. Seus servos dirigiram seu corpo em uma carruagem de Megido, e o levaram a Jerusalém e o sepultaram no seu túmulo. Então o povo da terra tomou a Jeoacaz, filho de Josias, e o ungiu e o fez rei em lugar de seu pai.

 

Visualizar a antiga maquete de Jerusalém no auge do seu poder assemelha-se uma amostra 3D de toda uma rica história.

Na maquete é possível visualizar o Segundo Templo dourado e a extensão do seu pátio, os palácios dos Herodes , dos Hasmoneans, as ruas e os mercados são todos identificáveis.

Voltar ao tempo através de uma maquete é viajar a 66 dC, ano fatídico em que a Grande Revolta contra os Romanos entrou em erupção, resultando na destruição da cidade e do Templo construído por Herodes o Grande.

A crucificação de Jesus Cristo foi apenas 36 anos antes, e uma pequena amostra do calvário pode ser visto fora do Segundo Muro (mas bem dentro do novo muro norte iniciado por Herodes Agripa I).

A cidade antiga era então a sua maior, espalhando mais de 180 hectares – mais do dobro do tamanho da atual Cidade Velha.

Aconstrução do modelo da antiga Jerusalém foi desenvolvida em 1960 por Hans Kroch, dono do Hotel Holyland, em homenagem ao de seu filho Jacob, que foi morto na guerra árabe-israelense de 1948, o modelo possui mais de 4000 metros quadrados, originalmente na propriedade do hotel, foi transportado em 1000 peças para seu site atual, a 5 km de distância, em 2006.

Um verdadeiro esforço foi empreendido pelo professor Michael Avi-Yonah da Universidade Hebraica de Jerusalém, liderando outros historiadores e arquitetos que conseguiram contribuir para a recriação da antiga Jerusalém.

As fontes utilizadas para a construção dessa maquete foram os documentos escritos do período romano, antigas técnicas de construção utilizadas em cidades semelhantes a Jerusalém e descobertas arqueológicas.

Dentro de toda essa atmosfera de satisfação com o projeto, ainda existem vozes que questionam certos aspectos do modelo, é o casodo arqueólogo Murphy-O’Connor que afirma que:  “Os retratos do Templo e do Palácio de Herodes são excelentes, mas a apresentação da parte norte da cidade quase certamente está errada. A linha assumida pela parede mais ao norte do modelo baseia-se em evidências arqueológicas inadequadas, e todos os edifícios que ela encerra são o produto da pura imaginação “.

Outra fonte de discórdia entre os estudiosos característica que parece é a cobertura deazulejos vermelhos que foge um pouco das características da época e não apresentam muito respaldo arqueológico. Nenhum telhado foi encontrado em escavações de Jerusalém, mesmo porque essa não era uma característica muito marcante naquele período, embora, sejam detalhem que possam ser facilmente contornáveis.

Beit Shean é sem dúvidas um espaço geográfico rico em arqueologia bíblica, embora não tenha sido escolhido como um destino comum pelos turistas, uma das cidades mais antigas de Israel, para você leitor que é um ávido estudioso da historiografia bíblica, é sem dúvidas um programa e tanto, localizado na região da Galiléia, no norte de Israel, observem que a Galileia é sempre o cenário de todos os achados arqueológico envolvendo as narrativas bíblicas, o que dá ainda mais veracidade as escrituras.Os Vales Harod e o Jordão se encontram a apenas 27 km ao sul do Mar da Galileia e a 5 km a leste do rio Jordão e é um dos maiores sítios arqueológicos do país. O site é visitado na nossa Galileia e Beit Shean Tour que funciona duas vezes por semana de Tel Aviv e Jerusalém.

O povoamento

Beit Shean foi começou a ser povoada em tempos muitos distantes (cerca de 6000 anos atrás) e permaneceu habitado desde então. Os vários testemunhos de solo estudados na escavação de um grande montículo em Beit Shean revelaram mais de 20 camadas de restos de civilizações antigas, impressionante, não é mesmo? O que por sua vez comprava que os templos canaanitas pré-datam a ocupação egípcia da região, seguidos pelo governo israelita e os filisteus durante o período do Antigo Testamento. Beit Shean é citada na Bíblia várias vezes principalmente em passagens bíblicas envolvendo como o rei Saul e seus filhos foram pendurados nas muralhas da cidade. Sob a égide do Rei Davi, a cidade permaneceu uma metrópole de muita relevância e seguiu assim nos tempos de Salomão. O período helenístico seguiu-se quando a cidade foi renomeada, Scythopolis após a enfermeira de Dionísio, que se acreditava ter sido enterrada aqui.

O seu prestígio perdurou nos tempos gregos e romanos, ainda no século I dC, Beit Shean tornou-se uma cidade românticamulticultural e uma das 10 cidades da liga regional de Decápolis. Beit Shean foi a capital provincial romana no século IV dC, mas depois de um terremoto em 749 dC, a cidade perdeu toda a sua importância e logo mais tarde foiocupadapor cruzados, os mamelucos, os otomanos, os britânicose, finalmente, osisraelenses se estabeleceramem Beit Shean.

E fazendo valer a sua tradição de ser uma cidade rica em arqueologia, a sua principal atração turística não poderia deixar de ser o seu portentoso Parque Nacional Arqueológico, onde os turistas podem ver a história de Israel através dos restos arqueológicos de cada período histórico. No monte elevado estão os restos das cidades cananeus e egípcias e, ao pé do montículo, são os extensos restos da cidade romana. A escavação e a reconstrução oferecem uma imagem clara do que a cidade teria parecido. Esta antiga metrópole romana era o lar de 30.000 a 40.000 cidadãos e cobria aproximadamente 370 acres.

Os visitantes do parque podem ver o antigo muro que cercou a cidade, banhos públicos, um templo romano, lojas, oficinas de artesãos e outras estruturas bem preservadas. A rua central de Palladius corre por 24 metros e está alinhada por colunatas. Os historiadores estabeleceram que a rua recebeu o nome de um governador romano do século 4 depois de descobrir uma inscrição. Existem mosaicos raros e um anfiteatro romano que ainda está em uso hoje.

Nos tempos bíblicos, o Golan foi referenciado por “Basã”; a palavra “Golan” Ao analisarmos as escrituras em (Deuteronômio 4:43, Josué 21:27). O território foi atribuído à tribo de Manassés (Josué 13: 29-31). Houveram muitos acirramentos para a conquista do território, a área foi contestada pelos reinos judaico do norte de Israel e o reino arameu fundamentado nasdimensões de Damasco, ambos reivindicaram o direito sobre aquelas terras. Houveram também muitas profecias cujo o cenário foi Golan, por exemplo:

  • O rei Acabe de Israel derrotou Ben-Hadad I de Damasco perto do local do Kibutz Afik no sul do Golã
  • O profeta Eliseu profetizou que o Rei Joás de Israel derrotaria Ben-Hadad III de Damasco.
  • Os gregos denominavam a região por”Gaulanitis”, termo também adotado pelos romanos, o que levou à aplicação atual da palavra “Golan” para toda a área. Gamla tornou-se uma espécie decapital de Golã e abriga o histórico de ter sido a última defesajudaica da região a resistir ao exército romanos durante a Grande Revolta, caindo no ano 67 (ver Josefo, Guerra dos judeus, cap. 13, edição do Pinguim). Se você acompanhou os nossos artigos anteriores ou é um ávido desbravador da arqueologia bíblica, vocês já devem ter estudado sobre o fracasso da revolta, embora as comunidades judaicas em Golan continuaram a prosperar pela região.

Vários escombros daquele rico período históricoque datam desde a guerra judaico/romana até conquista islâmica foram escavados. (Vários mosteiros bizantinos e sinagogas foram analisadas por equipes de arqueólogos experientes.) Através desses resquícios de históriapreservado pelo tempo, podemos vislumbrar num exercício de imaginação a decisiva batalha em que os árabes sob a égide do califa Omar, venceu de forma soberana os bizantinos e estabeleceu o controle islâmico sobre o que agora é Israel, Jordânia, Líbano e Síria, e o desfecho dessa batalha em 636 deu o fim ao assentamento judeu em Golan.

Houveram alguns pequenas conflitos que datam do séculos XV e XVI , Druze começou a se estabelecer no norte do Golã e nas encostas do Monte. Hermon. Durante o breve período do governo egípcio (1831-1840) e nas décadas seguintes, os árabes sudaneses, samaritanos, argelinos, turcomanos e se estabeleceram nas regiões mais altas o que causou alguma animosidade na região.

Hoje o papel de Golan na história recente de Israel é mostrar o seu potencial turístico para os visitantes e proporcionar boas receitas para os cofres público e emoção para os arqueólogos da bíblia com o seu vasto acervo histórico.

 

Também conhecido como Baal-gad, Banias, Baniyas, Banyas, Barias, Belinas, CesareaNeronias, Caesarea de Philip, CaesareaPaneas, CesareaPanias, CesareiaSebaste, Keisarion, Kisrin, Medinat Dan, Mivzar Dan, Neronias, Pamias, Paneas, PaneiasPaneion, Panias, Panium

Cesaréia de Filipo

Situado a 25 milhas ao norte do Mar da Galiléia e na base do Monte. Hermon, CaesareaPhilippi é a localização de uma das maiores fontes de alimentação do rio Jordão.

Este abundante abastecimento de água tornou a área muito fértil e atraente para o culto religioso. Numerosos templos foram construídos nesta cidade nos períodos helenístico e romano.

História bíblica

Aparentemente conhecido como Baal Hermon e Baal Gad no período do Antigo Testamento, este site mais tarde foi chamado Panias após o deus grego Pan, que foi adorado aqui.

Não há registro de Jesus entrando na cidade, mas a grande confissão e a transfiguração ocorreram na vizinhança da cidade (Mt 16:13), então conhecida como Cesaréia de Filipo.

Gruta de Pan

A primavera emergiu da grande caverna que se tornou o centro do culto pagão. A partir do século III aC, os sacrifícios foram lançados na caverna como oferendas ao deus Pan.

Pan, o deus do susto de meio cabrito (o “pânico”), é muitas vezes retratado jogando a flauta. Esta cidade, conhecida nos tempos antigos como Panias, agora é chamada pela forma árabe deste nome, Banias

Nichos sagrados

Adjacente à caverna sagrada é uma escarpa rochosa com uma série de nichos cortados. Sabemos que as estátuas da deidade foram colocadas nesses nichos por representações de tais em moedas da cidade.

Um nicho abriu uma escultura de Echo, a ninfa da montanha e o consorte de Pan. Outro nicho abriu uma estátua do pai de Pan, Hermes, filho da ninfa Maia. As inscrições nos nichos mencionam aqueles que deram grandes doações.

O Lugar da Grande Revelação de Jesus
Césaréia de Filipe foi mencionada apenas duas vezes na Bíblia, ambos referentes ao mesmo evento em que Jesus escolheu revelar aos Seus discípulos que Ele era o Messias. Ele também anunciou Sua morte futura em Jerusalém e o fim de Seu ministério terrenal e seu início. É um mistério por que Jesus espia esse lugar para revelar quem Ele era para os Seus discípulos, até agora ao norte do Mar da Galiléia, mas existem pistas interessantes. Césaréia de Filipo foi a localização da Caverna de Pan, o lugar do Portão pagão do Hades. Foi nessa área que o primeiro rei de Israel (Jeroboão) liderou o reino do norte de Israel em idolatria. Este também era omesmo lugar em que os gregos e os romanos receberam revelações do deus Pan, que foi mencionado nos escritos clássicos como “vidente” ou adivinho e doador de revelações. Em Cesaréia, Filipo, Jesus se voltou para Seus discípulos e perguntou a quem as multidões pensavam que Ele era. Eles responderam que alguns pensaram que Ele era João Batista, alguns Elias e outros Jeremias ou um dos profetas. Então, Jesus perguntou quem eles pensavam que Ele era e Pedro respondeu: “Você é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16: 15-16). Jesus abençoou Pedro e revelou-lhes “sobre esta pedra, vou construir a minha igreja, e as portas dos hades não prevalecerão contra ela”.Mateus 16:18

O museu as terras bíblicas é uma grande viagem no tempo, é conhecer as culturas do antigo oriente médio através de tesouros inestimáveis e seus escombros históricos ​​que abrangem a história desde o início da civilização através do surgimento do cristianismo e do período talmúdico. No momento que entrar no museu, você terá a impressão que o passado se transformará em pequenas maquetes 3D que ilustrarão a vida diária de nossos antepassados. Dentre os grandes legados do museu está a história detalhada das origens do monoteísmo, do alfabeto e de tantos detalhes intrigantes que formam aquele universo dos tempos bíblicos, O museu ostenta desde artes clássicas até relíquias históricas encontradas em pompeia.

 

A Exposição principal

Para quem aprecia a verdadeira arqueologia bíblica é um prato cheio! Os povos, as culturas e as civilizações mais antigas da terra expostas na principal atração do museu.  Conheça o surgimento das civilizações egípcias, babilônicas e fenícias. Explore as raízes do monoteísmo, as origens do alfabeto e compreenda a importância de Israel no seu contexto regional.

 

Guias do museu

 Um dos grandes pontos fortes do museu é a sua comunicação com o público, os guias em áudio são adaptados para a língua inglesa caso seja solicitado pelo turista, compilamos algumas atrações interessantes para que você já fique familiarizado caso tenha a intenção de visitar o museu.

 

O Tribunal Clássico

Exibição deslumbrante da arte etrusca, grega e romana.

 

Quarto Roman Fresco

Uma coleção requintada de afrescos de Pompeia do século I.

* À vista somente por solicitação.

 

Exibir: DIONYSUS: Wine&Divine

Um breve encontro com o deus do vinho, intoxicação e ecstasy, e seu frenético

Comitiva nesta exibição encantadora.

 

Pelos rios da babilônia

Fechamento: 15 de maio de 2016

Trace a saga épica do povo judeu de Jerusalém, capital dos judeus em 604 aC através da reconstrução de suas vidas pelos rios da Babilônia em Al-Yahudu, literalmente, a cidade de Judá.

Através de documentos antigos já vistos, seguimos as famílias e a jornada do cerco da cidade e a destruição do Templo, ao seu exílio e reassentamento na Babilônia; traçando a vida das primeiras gerações que testemunharam a história que mudou irrevogavelmente o futuro do povo judeu.

Guia de áudio em inglês e hebraico.

Folheto especial para crianças.

 

Diariamente guiadas – Exposição principal e pelos rios da Babilônia:

Dom-Sex: Inglês 10:30, hebraico 11:00

Tours adicionais em Weds: Inglês 17:30, hebraico 18:00

Sábado – 11:30 (somente hebraico).