Arqueólogos encontram vestígios, mas documentos foram saqueados

RIO — Um grupo de arqueólogos descobriu uma caverna que abrigou Manuscritos do Mar Morto, a primeira a ser identificada em mais de 60 anos. Os pesquisadores, da Universidade Hebraica de Jerusalém e da Universidade Liberty, nos EUA, dizem ter evidências suficientes para assegurar que no passado pergaminhos foram armazenados na gruta, apesar de nenhum documento ter sido encontrado.

— Embora não tenhamos encontrado nenhum rolo, apenas um pedaço de pergaminho enrolado em um jarro que estava sendo preparado para a escrita, as descobertas indicam, sem qualquer dúvida, que a caverna continha pergaminhos que foram roubados — disse Oren Gutfeld, da Universidade Hebraica de Jerusalém, ao jornal local “Haaretz”.

De acordo com o pesquisador, foram encontrados “potes onde os manuscritos eram escondidos, uma tira de couro para amarrar os pergaminhos e um pano para enrolar os pergaminhos”, entre outros artefatos. A suspeita é que os valiosos manuscritos tenham sido pilhados por beduínos na metade do século passado, já que duas cabeças de picaretas de ferro da década de 1950 foram deixadas dentro do túnel.

Ela esclarece e complica um pouco mais: a descoberta da cabeça de um rei desconhecido envolve a misteriosa cidade Abel-Bete-Maacá, disputas geopolíticas e até a rainha Jezebel

As ruínas da cidade de Abel Beth Maaca (Abel-Bete-Maacá), no norte de Israel, escondem mais mistérios do que supõe a vã filosofia de Shakespeare. Citada na Bíblia algumas inconclusivas vezes, ela ficava na fronteira entre três grandes reinos antigos, e é um dos lugares mais misteriosos do Antigo Testamento. Arqueólogos israelenses e norte-americanos estão há cinco anos investigando as ruínas, e a mais recente descoberta está dando o que falar: trouxe avanços, mas também vários novos enigmas.

A novidade é um busto pequenininho, de cinco centímetros, que foi encontrado no topo de um prédio administrativo da antiga cidade. A cabeça mostra um homem de barba, com cabelos negros puxados para trás em grossas tranças que cobrem as orelhas. Tudo está perfeitamente alinhado com o que parece ser um diadema de ouro. A estátua é cheia de detalhes. De acordo com um comunicado oficial da Azuza Pacific University, responsável pela descoberta, os olhos e pupilas amendoados são forrados de preto e os lábios franzidos dão uma aparência meio séria, meio pensativa ao homem — não está bravo, mas também não está feliz.