• Sionismo: Movimento de libertação nacional do povo judeu. Fundado pelo jornalista judeu austríaco Theodor Herzl no ano 1897, o movimento desenvolveu um programa político pragmático para o retorno do povo judeu à Terra de Israel, que na época era chamada de Palestina e estava nas mãos do Império Otomano.
  • Aliyot: Literalmente, em hebraico significa “ascensões”, referindo-se ao ato de “ascender” (espiritualmente) ou fazer “Alyiá” à Terra de Israel. Ou seja, o ato de emigrar para a Terra de Israel é chamado de “Alyiá”, enquanto “Alyiot” (plural de “Alyiá”) se refere às ondas migratórias de judeus para a Terra de Israel.

A Rota do Incenso foi uma das rotas comerciais mais bem desenvolvidas na antiguidade que ligava a Índia, através da Península Arábica, o Deserto do Negev e o porto de Gaza, com a Europa e com Egito. Dessa forma, foram comercializados produtos de luxo que tinham, em geral, pequeno volume e grande valor como perfumes, especiarias, seda, pedras preciosas, tintas, animais e outros.

Esta rota foi explorada principalmente por um povo chamado Nabateus entre o século IV a.C. e o século II d.C. Os nabateus eram de origem árabe e habitavam as áreas desérticas da atual Arábia, Jordânia e Israel. Eles tinham uma capacidade extraordinária de sobreviver às difíceis condições do deserto, o que lhes dava uma grande vantagem em relação aos demais povos da região. Os nabateus sabiam onde encontrar poços de água nos inóspitos e vastos desertos, e tinham um dom único para o comércio.

Um Tel arqueológico é uma colina artificial gerada como resultado da construção de um assentamento por cima das ruínas de outro anterior. Na antiguidade, quando uma nova civilização conquistava um território pela força, muitas aldeias e cidades eram destruídas. Os restos dessa destruição eram aplainados, ​​e um novo assentamento, construído sobre eles; conseguindo assim que com o passar das diferentes épocas e as diferentes destruições-reconstruções, se gerasse uma elevação do terreno para formar uma espécie de colina artificial.

Deste modo, quando os arqueólogos escavam em um Tel, sabem que os objetos encontrados nas camadas mais baixas são, logicamente, os mais antigos (com exceções específicas). Além disso, ao longo dos anos tem se acumulado um nível de conhecimento consensual que nos permite compreender, de acordo com os tipos de utensílios achados, a que época pertence cada tipo de cerâmica encontrada.

Em Gênesis 14 aparece um curioso texto que relata a união de quatro reis que roubam os bens e mantimentos da população de Sodoma e Gomorra, e também sequestram a Ló, sobrinho de Abraão.

14 Ouvindo, pois, Abraão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.

15 E dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus criados, e os feriu, e os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco.

16 E tornou a trazer todos os seus bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres, e o povo.

 

 

Se olharmos no mapa, podemos ver que a distância entre a região de Sodoma e Gomorra é bastante significativa, quase 300 kms., o que representa vários dias de caminhada ou nas costas de um animal.

Esta história levanta alguns problemas; por exemplo, o fato de que esses reis do sul vão para o norte para uma área tão distante de sua área de influência, ou que Dã, filho de Jacó (neto de Abraão), seja mencionado nesta história, sendo que ele nem tinha nascido. 

É um dos mais extensos de todos os encontrados em Qumran, com 8.146 metros de comprimento. Foi achado na caverna número 11 durante a década de 1950 pelos beduínos, adquirido pelo Estado de Israel em 1967 e publicado em 1977 pelo prestigiado arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém e ex-general do exército israelense, Prof. Yigael Yadin. A história da aquisição deste manuscrito é, por si só, emocionante. 

O Rolo do Templo foi guardado em uma caixa de sapatos, embrulhada em celofane e uma toalha, sob o chão da casa de um comerciante de antiguidades de Belém por 10 anos. A parte superior do manuscrito foi danificada porque, ao lavar o chão, a água entrou na caixa de sapatos, corroendo a parte superior do já sensível couro onde estava escrito.

A maneira como foi descoberta na casa desse comerciante de Belém, faz parte da história do Estado de Israel. No início dos anos 60, intensas negociações entre um intermediário e Yigael Yadin pararam, devido à quantidade astronômica de dinheiro que esse intermediário exigia, a tal ponto que o próprio Yadin desistiu. A única coisa que restava em suas mãos era apenas um pequeno fragmento do manuscrito que anos depois lhe serviria muito para identificar o famoso Rolo do Templo.

Durante a Guerra dos Seis Dias, Belém foi conquistada por Israel e Yadin ocupou o cargo de conselheiro do exército. Depois de obter informações confiáveis ​​de que o Rolo do Templo estava na casa do conhecido negociante de antiguidades Kando, Yadin obteve a permissão do governo israelense de confiscar o documento e, ajudado pelo pequeno fragmento em suas mãos, conseguiu reconhecer que o mesmo pertencia a esse extenso manuscrito.

A história da aquisição não termina aqui, pois Kando, que em 1947 vendeu os primeiros manuscritos ao professor Sukenik, pai de Yadin, exigiu que as autoridades israelenses pagassem pelo pergaminho, e o governo israelense aceitou pagar a quantia de US $105.000, não apenas pela reivindicação do comerciante, mas também para incentivar outros traficantes de antiguidades a vender mais manuscritos do Mar Morto.

 

No próximo post contaremos o que contém o famoso Rolo do Templo! 

 

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M.A. Ariel Horovitz

Fundador e diretor do Moriah International Center.

É formado em Sociologia e História do Povo Judeu pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Gestão e Liderança pela Universidade de Bar Llan, de Israel.

É especializado na área de Liderança na Bíblia e em outros temas relacionados com a história do povo desde os tempos Bíblicos até a atualidade do moderno Estado de Israel.

Oferece conferências e seminários em diversas instituições acadêmicas de Israel, Estados Unidos, México, Brasil, Angola e outros países.

A Regra da Comunidade, chamada em hebraico Serej Ha Yajad (סרך היחד, “Regulamento da Comunidade Yahad”) é um dos manuscritos mais significativos achados em Qumran, pois é a principal fonte que nos fornece informações detalhadas sobre a vida dos homens que habitavam aquele enclave ao norte do Mar Morto.

Este documento refere-se, de forma concreta, a uma comunidade monástica, extremamente religiosa, coletivista e masculina.

Este texto é um tipo de estatuto comunitário da comunidade e detalha questões como a aceitação de novos membros, bem como a expulsão de membros já existentes, regras de comportamento, punição daqueles que violam essas regras, formas de conduzir as reuniões da comunidade, cerimônias rituais, etc.

O número de assuntos estabelecidos nestes regulamentos é muito variado, desde a forma como a cerimônia de admissão de novos membros é realizada, até as punições que devem ser dadas àqueles que falam com seus vizinhos de forma insolente ou impaciente.

Punições severas são aplicadas àqueles que adormecem nas reuniões da comunidade ou àqueles que interrompem os outros quando estão falando na reunião.

Um dos comportamentos exigidos aos membros da comunidade é o estudo em grupo das escrituras, incluindo turnos noturnos para que o estudo seja feito durante 24 horas.

Aqueles que traíram o Yahad eram punidos com expulsão perpétua (não é detalhado o que chamam de “traição”), assim como qualquer que tentasse ajudá-los.

Eles se viam a si mesmos como um grupo sacerdotal cujos princípios teológicos eram a crença na predestinação, ou seja, que tudo já está planejado por Deus (o homem não é capaz de decidir sobre suas ações) e a crença de que no mundo havia dois poderes: o bom instinto e o mau instinto, um conceito que se assemelha a outro documento encontrado em Qumran: “Os filhos da luz e os filhos das trevas”.

Imagens:

Museu de Qumran
Museu de Qumran

 

The Dead Sea Scrolls, Qumran, and the Essenes (2010) Magen Broshi
The Dead Sea Scrolls, Qumran, and the Essenes (2010) Magen Broshi

Fontes

  • The Dead Sea Scrolls, Qumran, and the Essenes (2010) Magen Broshi

 

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M.A. Ariel Horovitz

Fundador e diretor do Moriah International Center.

É formado em Sociologia e História do Povo Judeu pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Gestão e Liderança pela Universidade de Bar Llan, de Israel.

É especializado na área de Liderança na Bíblia e em outros temas relacionados com a história do povo desde os tempos Bíblicos até a atualidade do moderno Estado de Israel.

Oferece conferências e seminários em diversas instituições acadêmicas de Israel, Estados Unidos, México, Brasil, Angola e outros países.

TERMINOLOGIA BÁSICA QUE NOS PERMITIRÁ ENTENDER MELHOR O CONTEXTO:

1. Época do Primeiro Templo (-1004 a -586):

Período compreendido entre os anos -1004 (quando Davi assume como rei de Israel) e o ano -586 (quando o Primeiro Templo de Jerusalém, construído por Salomão, é destruído). O período do Primeiro Templo abrange toda a época do reino unificado de Davi e Salomão, bem como os reinos de Judá e Israel.

 

2. Era do Segundo Templo (-538 a 135 e.c):

Período que inclui desde a reconstrução do Templo de Jerusalém pelos judeus que retornaram do exílio babilônico até a rebelião de Bar Kochba, que terminou com a esmagadora vitória romana sobre os judeus. Este período é subdividido por sua vez pelo seguinte:

  • -538 – -332 A época persa;
  • -332 – -167 A época helenística;
  • -167 – -63 A época hasmoneana;
  • -63 – 135 A época romana.

Quando falamos sobre Jesus e os inícios do cristianismo, estamos nos referindo a esta época.

A mulher no período bíblico não era tratada como inferior. As esposas dos patriarcas eram ouvidas, respeitadas e admiradas.

As características femininas da menstruação, a sexualidade e os mistérios da gestação sempre foram encaradas com um misto de admiração e medo. Cada grupo social reagia ao seu modo, mas sempre percebendo e respeitando seu valor.

Passados alguns milênios, a situação mudou: o que era motivo de admiração tornou-se vergonha e subordinação.

Embora alguns acusem a Bíblia de ter contribuído para a desvalorização da mulher no ocidente, ela registra a presença das mulheres nos momentos mais decisivos: na criação do mundo, na formação do povo escolhido, na sua preservação, conquista da terra prometida, no período dos juízes, no estabelecimento do Reino de Israel, na sua divisão, no período do exílio, na genealogia de Jesus, no seu ministério, na sua morte e ressureição e na formação da igreja primitiva.

A descoberta casual dos pergaminhos por um beduíno da tribo Ta’amireh, no final do ano 1947, em uma das cavernas perto do local chamado Khirbet Qumran, localizada na costa noroeste do Mar Morto, acabou por ser um dos achados arqueológicos mais sensacionais, se não o maior, de todos os que ocorreram no século XX.

Entre os anos 1947 e 1956, foram encontrados, em onze cavernas na área, aproximadamente 800 manuscritos escritos quase 2.000 anos atrás, na época do Segundo Templo (538 A.C-135 D.C.).

Desde então, milhares de artigos e livros tentaram decifrar os textos misteriosos, a fim de revelar uma realidade do passado cultural do povo de Israel, que era quase totalmente desconhecida.

Apesar disso, nos últimos anos, a importância da descoberta de Qumran foi obscurecida pela polêmica envolvida em torno dos “interesses” políticos por trás da publicação dos pergaminhos, como exemplificado pelo livro sensacionalista de Baigent e Leigh chamado O escândalo dos Rolos do Mar Morto.

Como resultado, o público identificou, infelizmente, a questão dos rolos com enganos e histórias “picantes”, ao invés de perceber a real importância do achado para a compreensão do judaísmo antigo.

Levando essa situação em consideração, este artigo tem como objetivo principal corrigir o equívoco atual.

Em primeiro lugar, cabe assinalar que até a descoberta dos pergaminhos do Mar Morto nas proximidades de Qumran, a realidade histórica do judaísmo do Segundo Templo era conhecida apenas por fontes secundárias, tardias e, em muitos casos, tendenciosas, como Flavio Josefo, o Novo Testamento, Fílon de Alexandria, a literatura pagã e rabínica.

Em consequência, esse achado permitiu aos pesquisadores, pela primeira vez na história, ter documentação original escrita por judeus que viviam na época, para confirmar ou, em alguns casos, refutar as informações obtidas através das fontes clássicas.

No que se refere ao caráter do material descoberto, em Qumran encontraram-se manuscritos que podem dividir-se em três categorias fundamentais:

1. manuscritos bíblicos

2. literatura não-canônica

3. literatura sectária.

Cerca de 200 manuscritos de todos os livros da Bíblia foram achados, com exceção de um, o livro de Ester.