Parte II: Descriptografia e assombro.

Finalmente, as peças recuperadas da estela e o “fac-símile” chegaram à França, com base na cópia em papel, bastante danificada, a maioria das partes perdidas da estela foram reconstruídas e publicadas. Algumas partes da estela se perderam para sempre porque ambas se perderam:

1. A parte original gravada na pedra.

2. A parte da cópia em papel onde estava aquela parte da inscrição, ou seja, a parte correspondente = paralela.

A perda mais notável é a de uma grande peça triangular no canto inferior direito, como você poderá ver nas fotos.

Como irei ampliar na terceira parte do artigo, muito provavelmente – como uma maldita Lei de Murphy – nessa parte faltante havia informações muito importantes. A publicação e os primeiros estudos da estela de Mesa já nos anos 70 do século XIX causaram assombro e agitação não apenas entre os estudiosos, mas também o público em geral.

De repente, reis mencionados na Bíblia aparecem falando conosco com suas próprias palavras, sem a intermediação de copistas e compiladores. De repente, cidades bíblicas em territórios disputados entre israelitas e moabitas aparecem pelo nome, e de repente podemos ler a língua moabita. De repente, histórias bíblicas que pareciam tão remotas e até irreais, tomam forma e figura e são contadas por seus próprios heróis.

A contribuição da estela de Mesa para o nosso conhecimento é incalculável. Vou citar os mais destacados:

Na Cidade de Davi, foram encontrados mais de 50 “Bulas”, ou seja, peças feitas de barro nas quais os selos oficiais foram cunhados, geralmente de reis ou oficiais do rei.

Na época do Primeiro Templo (-1004 a -586) era costume escrever documentos oficiais ou comerciais em papiro ou couro, enrolar o documento, costurá-lo com fio e gravá-lo com o selo do oficial que enviava o documento, conforme mostrado nas seguintes imagens:

Fonte: https://travelability.co.il/en/2017/05/the-city-of-david-where-jerusalem-began/
Fonte: https://www.hidabroot.org/article/1124064

 

Sobre esse uso, vemos o seguinte texto em Jeremias 32: 9-14:

9 Comprei, pois, a herdade de Hanameel, filho de meu tio, a qual está em Anatote; e pesei-lhe o dinheiro, dezessete siclos de prata.

10 E assinei a escritura, e selei-a, e fiz confirmar por testemunhas; e pesei-lhe o dinheiro numa balança.

11 E tomei a escritura da compra, selada segundo a lei e os estatutos, e a cópia aberta.

12 E dei a escritura da compra a Baruque, filho de Nerias, filho de Maaséias, na presença de Hanameel, filho de meu tio e na presença das testemunhas, que subscreveram a escritura da compra, e na presença de todos os judeus que se assentavam no pátio da guarda.

13 E dei ordem a Baruque, na presença deles, dizendo:

14 Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Toma estas escrituras, este auto de compra, tanto a selada, como a aberta, e coloca-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias.

Entre as bulas achadas na Cidade de Davi são mencionados nomes de personagens que encontramos na Bíblia, coincidentemente no livro de Jeremias.

Parte I: Descoberta e destruição

A estela de pedra de Mesa, rei de Moabe, é um dos documentos autênticos mais fascinantes do período bíblico e uma das mais dolorosas decepções da pesquisa dessa época.

A história da descoberta da estela começa no ano de 1868.

O imenso império Turco Otomano dominava praticamente todo o Oriente Médio naquela época por mais de três séculos, e várias indicações apontavam para seu possível fim: a maioria de seus habitantes constituíam um mosaico de grupos étnicos e tribos não-turcas, sobrecarregados pelo peso do aparato governamental burocrático e inepto e pela pressão fiscal de um Estado que eles percebiam como distante.

O império Otomano em seus fins mostrava sinais de fissuras em todos os aspectos, e as potências européias, especialmente a Grã-Bretanha, a França e a Prússia, muito atentas à situação, demonstravam grande interesse em aumentar sua influência na área, prevendo um possível colapso do império, entre outras coisas, aumentando sua presença e estabelecendo relações com diferentes grupos étnicos e minorias.

Um grande número de embaixadores, cônsules, pesquisadores e representantes europeus se estabeleceu nas cidades ao longo do império, e instituições europeias de todos os tipos foram criadas, incluindo religiosas, culturais e científicas.

Arqueólogos aficionados europeus realizaram escavações em locais que já foram o berço das grandes civilizações antigas da região – Grécia, Egito, Israel, Babilônia – e criaram institutos de pesquisa para eles.

A cidade de Gamla está localizada na colina ocidental das alturas do Golã e leva o nome de gamal em hebraico “camelo“, por estar em uma colina com forma de corcunda.

Precisamente Yosef Ben Matityahu, comandante em chefe na Galiléia da rebelião judaica contra Roma, fornece em um de seus livros (já sob o nome de Flavio ​​Josefo) um detalhe topográfico e histórico fascinante que mais tarde ajudaria os arqueólogos a encontrar as ruínas desta cidade no ano 1976.

Yosef Ben Matityahu fortificou Gamla no ano 66, tornando-a a cidade mais importante do Golã. No ano 67, os romanos, liderados pelo grande general Vespasiano e seu filho Tito (ambos seriam coroados imperadores de Roma alguns anos depois) sitiam a cidade por um mês.

Em um primeiro ataque, os soldados romanos fracassam na tentativa de conquistar a cidade e muitos deles morrem na frente da excelente defesa dos rebeldes.

A euforia dos rebeldes era indescritível!

Não ajudaram as tentativas do Rei Agripa II de fazer com que os rebeldes se rendessem, e em um novo ataque os soldados romanos conseguem entrar na área da torre de vigilância, destruindo as estruturas até cair.

Ao entrar, os soldados romanos massacram de forma inclemente 4.000 judeus, enquanto 5.000 judeus decidem cometer suicídio pulando do topo da colina em direção aos vales circundantes.

Esta descrição é bem detalhada por Flavio Josefo, quem curiosamente não esteve presente, mas sem dúvida conhecia muito bem a cidade, pois foi ele quem realizou as fortificações.

Alguns historiadores duvidam da veracidade dos números apresentados por Flavio ​​Josefo e também é interessante que o historiador judeu-romano, em três ocasiões, fale de suicídios em massa de judeus: em Yodfat, Gamla e Massada, sendo que o suicídio está estritamente proibido no judaísmo.

Após a vitória romana em Gamla, o general Vespasiano e seu filho Tito passaram anoite  no palácio do Rei Agripa, localizado em Cesareia de Filipe (atual Banias) e suas legiões acamparam pela cidade.

Hoje em Gamla podem ser vistas impactantes descobertas, como o enorme buraco que os soldados romanos fizeram na muralha por meio de um carneiro, moeda local atribuída pelos rebeldes, restos de lanças romanas, casas dos habitantes, banhos rituais e um dos mais impressionantes achados: A Sinagoga de Gamla, uma das mais antigas do mundo!

 

Na época de Jesus, eram notórios o perigo e a dificuldade que caracterizavam a estrada da Galiléia para Jerusalém (especialmente de Jericó para Jerusalém) devido aos assaltos e ataques constantes aos peregrinos judeus que foram da Galiléia a Jerusalém pelo menos três vezes por ano.

O caminho começava em Jerusalém a cerca de 750 metros acima do nível do mar, e descia uns mil metros até chegar a Jericó, no vale do Jordão, 260 metros abaixo do nível do mar.

A parábola do Bom Samaritano descrita em Lucas 10 não é um fato histórico tal como concebemos a história em nossos dias. No entanto, se analisarmos essa parábola, podemos chegar a várias conclusões sobre o contexto geográfico, sociológico e religioso da época.

Primeiro, os samaritanos e os judeus eram rivais irreconciliáveis; uns aos outros se consideravam hereges. Os judeus basearam suas razões em que os samaritanos que faziam sua adoração no monte Gerizim, em vez do templo em Jerusalém. Além disso, eles somente aceitavam a Moisés como o único profeta, e não reconheciam nem a tradição oral nem o livro dos Profetas nem o dos Escritos.

(tradução do artigo publicado pela Universidade Hebraica de Jerusalém no dia 08/02/2017)

O arqueólogo da Universidade Hebraica Dr. Oren Gutfeld: “Esta é uma das descobertas arqueológicas mais emocionantes e as mais importantes dos últimos 60 anos nas cavernas de Qumran”.

Escavações em uma caverna nos penhascos do oeste de Qumran, perto da costa noroeste do Mar Morto, demonstram que os Manuscritos do Mar Morto do período do Segundo Templo, estavam escondidos na caverna e foram saqueados pelos Beduínos em meados do século passado. Com a descoberta dessa caverna, os especialistas agora sugerem que ela seja listada como Caverna 12.

Arqueólogos Escavando

A surpreendente descoberta, que representa um marco na investigação dos Manuscritos do Mar Morto, foi feita pelo Dr. Oren Gutfeld e Ahiad Ovadia, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém, com a colaboração do Dr. Randall Price e estudantes da Liberty University na Virgínia, EUA.

Os escavadores são os primeiros a descobrir, em mais de 60 anos, uma nova caverna de manuscritos e cavá-la devidamente.

A escavação foi apoiada pela Administração Civil da Judéia e Samaria, pela Autoridade da Natureza e Parques de Israel, e pela Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), e faz parte do novo “Operação Manuscrito” lançada na IAA pelo seu Diretor-Geral, Sr. Israel Hasson, para realizar pesquisas sistemáticas e escavar as cavernas no deserto da Judeia.

Dois primos da tribo beduína de Ta´amira, Muhamad A´Dib e Jumma Muhamad, descobrem acidentalmente, no início de 1947, os 3 primeiros manuscritos que estavam em um jarro de cerâmica quando uma cabra de seu rebanho ficou perdida dentro de uma caverna que mais tarde seria chamada de Caverna 1. Dias depois, encontram nessa mesma caverna, mais quatro manuscritos.

Imagem 1: Muhamad A´Dib e Jumma Muhamad.

Esses primos se reúnem com um sapateiro de Belém chamado Jalil Iskandar Shahin, apelidado de “Kando”, um árabe cristão da Igreja Ortodoxa Síria, que também estava envolvido no comércio de antiguidades. Segundo o rumor (nunca confirmado), acredita-se que os beduínos tenham-se interessado em que Kando fabricasse sandálias com o couro dos manuscritos. Kando, no entanto, recomendou que esses manuscritos valessem mais como antiguidades e os convenceu a se encarregar de vendê-los ele mesmo.

Imagem 2: Jalil Iskandar Shahin.

O teatro no Império Romano era uma estrutura pública central que servia como local de entretenimento para a sociedade em geral.

Fazia parte do conceito de Panem et Circense (“Pão e Circo”), ou seja, entretenimento para o povo com o objetivo de distraí-lo dos problemas cotidianos, como falta de meios de subsistência, corrupção política e outros.

Como muitos outros edifícios públicos, o teatro romano também foi herdado da cultura grega que os romanos tanto admiravam.

Duas diferenças centrais existiam entre o teatro romano e o grego.

A primeira é arquitetônica, enquanto os gregos construíram aproveitando a topografia do local, como por exemplo, colocar as escadas ao lado de uma colina, os romanos construíram as bases para elevar as escadas sem levar em conta a topografia do local.

E a segunda diferença está na função do teatro.

Enquanto os gregos usavam o teatro para transmitir mensagens políticas ou filosóficas através de gêneros como o drama, a comédia e a tragédia, os romanos usavam principalmente o teatro como fonte de diversão e distração para o povo.

A estrutura do teatro romano era praticamente idêntica ao longo do império e consistia em uma estrutura semicircular (ao contrário do anfiteatro que era circular ou oval), delimitado através do cenário, coberto de véus e geralmente com dois ou três andares.

As escadas, como mencionado acima, estavam sobre estruturas de pedra, criando assim um tipo de cofres que sustentavam essas escadas.

Através desses cofres, foram criados corredores chamados “vomitoria”, cuja função era permitir que o público entrasse e saísse após a apresentação.

Uma vez entrado ao teatro pela “vomitoria”, os participantes do espetáculo ocupavam seus lugares já numerados (foram encontrados em Cesareia Marítima restos de duas entradas com o número correspondente) e assistiam ao espetáculo olhando na direção do palco que talvez tinha um muro alto que servia de cenário.

Aquela parede permitia que o sol não turvasse a visão do público, principalmente se a apresentação era durante o pôr do sol.

Os convidados VIP não entravam pela “vomitoria”, mas sim pelas entradas laterais dos dois lados do palco e se sentavam nas primeiras fileiras perto de uma área chamada “orquestra”, a área semicircular muito próxima ao cenário.

Quando Herodes construiu Cesareia Marítima sobre os restos da antiga vila fenícia de Torre de Estrato durante os anos -22 a -10, a intenção era criar uma cidade totalmente romana em torno de um porto sofisticado, uma maravilha da engenharia da época, que seria comercializada com todos os conhecidos, da Índia à Europa.

Assim, Herodes constrói em frente ao porto um templo em homenagem à deusa Roma e ao César Augusto, mas também constrói banhos romanos, hipódromos, seu próprio palácio luxuoso no Mar Mediterrâneo (outra genialidade arquitetônica do Herodes), um aqueduto sofisticado e, claro, também, um teatro romano com capacidade para aproximadamente 4.000 espectadores.

Segundo Flavio Josefo, a morte de Herodes Agripas, neto de Herodes o Grande, ocorreu no teatro de Cesareia Marítima por ocasião da celebração do festival em homenagem à fundação desta bela cidade portuária:

“Agora, quando Agripa reinou três anos em toda a Judéia, chegou à cidade de Cesareia, que anteriormente era chamada de Torre de Estrato, e ali fez apresentações em homenagem ao César, para cujo bem-estar havia sido informado de que um determinado festival estava ocorrendo. Neste festival, um grande número de conselhos das principais pessoas da dignidade de sua província se reuniram. No segundo dia dos shows, ele vestiu uma roupa feita inteiramente de prata, com uma textura verdadeiramente maravilhosa, e entrou no teatro de manhã cedo”.

O livro de Atos dos Apóstolos refere-se à morte de Herodes Agripas (a quem o autor de Atos, o evangelista Lucas, simplesmente chama Herodes) da seguinte maneira:

20 E ele estava irritado com os de Tiro e de Sidom; mas estes, vindo de comum acordo ter com ele, e obtendo a amizade de Blasto, que era o camarista do rei, pediam paz; porquanto o seu país se abastecia do país do rei.

21 E num dia designado, vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática.

22 E o povo exclamava: Voz de Deus, e não de homem.

23 E no mesmo instante feriu-o o anjo do Senhor, porque não deu glória a Deus e, comido de bichos, expirou.

É bem possível que a descrição em Atos tenha ocorrido, como mencionado por Flavio ​​Josefo, no teatro da Cesareia Marítima. Principalmente o versículo 21 que fala sobre Agripa “vestindo Herodes as vestes reais, estava assentado no tribunal e lhes fez uma prática” sugere que ele estava presente em algum evento importante.

O teatro romano que vemos hoje em dia na Cesareia Marítima pertence, em grande parte, à época do imperador Septímio Severo (193-211 e.c.), embora a base das estradas seja original da época do Rei Herodes e também o palco.

O teatro deixou de funcionar no século V e no século VI foi cercado por um amplo muro (que pode ser visto até hoje), tornando-o uma base militar bizantina.

As reformas foram realizadas não apenas no século II ou III, mas também durante o século XX, a fim de adaptar seu uso à modernidade.

Hoje, grandes artistas israelenses e mundiais realizam concertos e shows no teatro de Cesareia (que eles chamam erroneamente de “Anfiteatro”). Que um artista israelense de um recital em Cesareia significa que ele alcançou o auge de sua carreira (!).

Desde os dias do Rei Herodes e até hoje, quase 4.000 pessoas desfrutam regularmente de espetáculos que esse maravilhoso teatro oferece. Herodes era um rei cruel e sedento de sangue, mas, apesar disso, os amantes da arte são gratos com ele por ter nos deixado essa obra sem igual.

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M.A. Ariel Horovitz

Fundador e diretor do Moriah International Center.

É formado em Sociologia e História do Povo Judeu pela Universidade Hebraica de Jerusalém, mestre em Gestão e Liderança pela Universidade de Bar Llan, de Israel.

É especializado na área de Liderança na Bíblia e em outros temas relacionados com a história do povo desde os tempos Bíblicos até a atualidade do moderno Estado de Israel.

Oferece conferências e seminários em diversas instituições acadêmicas de Israel, Estados Unidos, México, Brasil, Angola e outros países.

 

1. É muito provável que Davi nunca tinha pisado esse lugar na sua vida. Isso não impediu aos antigos bizantinos, que governaram a Terra de Israel no ano 324 a 638 da nossa era, acreditar fervorosamente (e erroneamente) que essa estrutura monumental era o palácio do Rei Davi. Logo depois, com o tempo, essa tradição perdurou e é assim que até hoje o local se chama “A Torre de Davi”. Muitos visitantes ainda acham que o rei Davi passou por aquele lugar.

2. Neste local, se podem distinguir restos arqueológicos de quase todos os tempos da história milenar de Jerusalém, desde os tempos do Rei Ezequias (finais do século VIII A.E.C.) até o período britânico (1917-1948). É por isso que existe um belíssimo museu que conta a história de Jerusalém, inclusive desde a época Cananéia e até os nossos dias. A exibição é fixa e, de tempos em tempos, há exposições temporárias relacionadas à história de Jerusalém. As noites tem um show maravilhoso que conta a mesma história, mas com luzes de laser e sons.

Os restos de mais de 150 sinagogas antigas das épocas romana (37 A.E.C. – 324 E.C.) e bizantina (324 a 638 E.C.) descobertos em Israel, sem dúvida, estão entre as descobertas arqueológicas mais importantes do país.

Neles foram encontradas mais de duzentas inscrições originais, em sua maioria, em aramaico, a língua mais falada pelos judeus nessa época, e em minoria em hebraico e grego.

A maioria deles são expressões de agradecimento e benção para as pessoas que fizeram doações significativas para a sinagoga local.

Uma das inscrições descobertas na antiga sinagoga de Ein Gedi (עֵין גֶּדִי), a inscrição da maldição, é excepcional e única em seu gênero.

Ein Gedi, um oásis na desértica faixa costeira ocidental do Mar Morto, é em si um local excepcional, com uma presença arqueológica ininterrupta desde a época do Primeiro Templo (veja p.ex. 1Samuel 23:29, Cantares 1:14) até o fim da época bizantina.

Sua localização geográfica e as condições climáticas extremas de seu entorno fizeram dele e de seu povo um lugar especial.

A faixa desértica que faz fronteira com o Mar Morto fica cerca de 400 m. abaixo do nível do mar, recebe apenas 70 mm. de precipitações por ano aproximadamente, e as temperaturas no verão sobem acima de 40 °.