Jesus e a lei. Mas, o que é a lei? (I)

Minha intenção hoje é comentar brevemente sobre alguns aspectos do volume IV de “Um judeu marginal”, de John P. Meier, especificamente o capítulo 31 da obra completa intitulada Jesus e a Lei. Mas, o que é a lei?

Meier afirma que para conhecer melhor o Jesus histórico, em seu aspecto tão importante de “mestre da Lei”, é necessário primeiro se perguntar sobre o significado da palavra lei no tempo de Jesus. Como na pesquisa histórica estamos sempre raciocinando “em círculos” (mas não falo do típico “círculo vicioso”, mas sim o da aquisição de dados, construção de hipóteses explicativas, retorno aos dados, retorno às hipóteses para refiná-las, ou rejeitá-las porque não cabem, etc.), se conhecermos bem o conceito de Lei, conseguiremos refinar a nossa imagem de Jesus; e como ele tratou tanto da Lei, a recíproca será também verdadeira.

Encontrar uma conexão entre a hermenêutica dos autores do Novo Testamento e os princípios e métodos de interpretação típicos do mundo greco-romano, do judaísmo do período do Segundo Templo e de outros cenários culturais antigos, não é surpreendente. Os escritos do Novo Testamento nasceram em uma situação histórica concreta. As condições materiais, sociais e culturais em que o Novo Testamento foi produzido ajudaram a moldar as formas de leitura das Escrituras adotadas por seus autores.

A SINAGOGA


A sinagoga é o centro da comunidade judaica, um lugar de oração, estudo, educação, assistência social e caridade. É um centro social. 

O termo em hebraico é Beit Knesset, e significa literalmente, “casa de assembleia”, e em grego, “sinagoga”, lugar de reunião, literalmente significa “reunião de todos”. 

Alguns judeus usam a palavra “templo” porque consideram que seu local de reunião equivale ou substitui um templo. Na literatura rabínica, a sinagoga às vezes é chamada de Mikdash Meat, ou “pequeno templo”. 

As sinagogas começaram a aparecer após o exílio da Babilônia, devido ao temor entre os líderes do povo judeu de que, sem o Templo, as suas raízes fossem esquecidas. 

Durante o período do Segundo Templo existiam sinagogas em diferentes partes de Israel e da Diáspora. O Talmud de Jerusalém afirma que antes da destruição do Segundo Templo, havia 480 sinagogas em Jerusalém. No entanto, não há nenhuma evidência escrita, ou de outro tipo, de que as sinagogas daquela época eram usadas como centro de oração.

  • Sionismo: Movimento de libertação nacional do povo judeu. Fundado pelo jornalista judeu austríaco Theodor Herzl no ano 1897, o movimento desenvolveu um programa político pragmático para o retorno do povo judeu à Terra de Israel, que na época era chamada de Palestina e estava nas mãos do Império Otomano.
  • Aliyot: Literalmente, em hebraico significa “ascensões”, referindo-se ao ato de “ascender” (espiritualmente) ou fazer “Alyiá” à Terra de Israel. Ou seja, o ato de emigrar para a Terra de Israel é chamado de “Alyiá”, enquanto “Alyiot” (plural de “Alyiá”) se refere às ondas migratórias de judeus para a Terra de Israel.

A Rota do Incenso foi uma das rotas comerciais mais bem desenvolvidas na antiguidade que ligava a Índia, através da Península Arábica, o Deserto do Negev e o porto de Gaza, com a Europa e com Egito. Dessa forma, foram comercializados produtos de luxo que tinham, em geral, pequeno volume e grande valor como perfumes, especiarias, seda, pedras preciosas, tintas, animais e outros.

Esta rota foi explorada principalmente por um povo chamado Nabateus entre o século IV a.C. e o século II d.C. Os nabateus eram de origem árabe e habitavam as áreas desérticas da atual Arábia, Jordânia e Israel. Eles tinham uma capacidade extraordinária de sobreviver às difíceis condições do deserto, o que lhes dava uma grande vantagem em relação aos demais povos da região. Os nabateus sabiam onde encontrar poços de água nos inóspitos e vastos desertos, e tinham um dom único para o comércio.